Algo quente, por favor.
Seja da cor que for,
Que eu já não ligo mais pro tom.
Então traz marrom, amarelo, neon...
Seja tônico ou não,
Traz seu dom e me serve.
Traz seu dom que ele me serve,
E não importa a demora, a espera, o perdão...
Só me cabe cobrar que venha da tua mão
Tudo que se propõe a estar prestes
A prestar-se ao seu papel
Ao seu amassado, envelhecido e rabiscado papel.
Algo quente, por favor.
E, se for vermelho é melhor!
Se vier rápido eu muito agradeço,
Aliás, ao menos pressa eu mereço,
Que eu já não ligo mais pra nada
Que demore mais que um poema.
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